Arquidiocese de Manaus
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Pastoral Carcerária reúne em assembleia e elege nova coordenação de 2017 a 2019

Cerca de 22 membros da Pastoral Carcerária estiveram reunidos no Centro de Treinamento Maromba nos dias 9, 10 e 11 de junho em assembleia avaliativa e eletiva. Trataram das atividades realizadas, dos desafios e conquistas e ao final, os presentes escolheram a nova coordenadora, a senhora Maria de Nazaré Alcântara, que estará à frente da Pastoral de 2017 a 2019. Na ocasião foi escolhida a tesoureira, Zarete Pereira, e a vice-coordenadora, Marluce Sousa.

O encontro iniciou no dia 9, com a missa presidida pelo assistente eclesial da Pastoral Carcerária, padre João Poli. Os participantes falaram sobre o que se quer com o trabalho da pastoral e formações necessárias, e participaram de um debate, com a presença do professor Luiz Fernando, sobre as mazelas do poder público, seguido de um momento de partilha sobre as experiências dos agentes na ocasião em que ocorreu o massacre nas penitenciárias e a solidariedade destes junto às famílias que sofriam com a morte de seus entes.

No sábado (10/6), contaram com a presença do defensor público Dr. Carlos Alberto que fez um esclarecimento sobre o trabalho da defensoria. Falou sobre as construções de mais presídios, da doutrina de prevenção geral penal que está desatualizada frente às necessidades dos presídios, a problemática das facções criminosas que obriga os internos a fazerem parte delas para sobreviver na prisão e a corrupção que existe no sistema prisional.

Também contaram com a presença do Dr. Roger Queiroz, da Defensoria Pública Especializada na Defesa de Direitos Humanos. Ele tratou das falhas no sistema prisional e destacou a importância do trabalho da pastoral carcerária junto aos detentos. Afirmou que vai entrar com um pedido para que a pastoral não seja proibida de realizar os trabalhos de evangelização.

Os agentes da pastoral, em suas avaliações, relataram as dificuldades enfrentadas, como o número reduzido de pessoas para o trabalho, falta de comunicação e o sentimento de medo de adentrar as unidades prisionais e as restrições das visitas após os massacres. Também destacaram a importância do trabalho da pastoral junto aos presos que se sentem felizes com as visitas quede evangelização e das palavras levadas pelos agentes que estão se doando para este serviço com muito amor, além das missas promovidas dentro das unidades prisionais. Trataram da necessidade de planejamento das atividades, pois tudo tem que ser solicitado via ofício para a secretaria de segurança com muita antecedência e de que é preciso muita união e perseverança para que o entusiasmo do serviço não se apague diante das dificuldades.

No último dia do evento, Marluce Sousa, atual coordenadora, afirmou que mesmo com todos os desafios e dificuldades, a pastoral realizou um bom trabalho e foi reconhecida pelo arcebispo e pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. Disse que sai da coordenação, mas estará sempre à disposição para auxiliar a nova coordenadora com todo o apoio necessário e agradeceu pelo trabalho do padre João Poli, na Arquidiocese, e do padre Joaquim Barbosa da Silva, na coordenação estadual, e ao diácono Paulo Sérgio pelo apoio junto aos agentes de pastoral.

A nova coordenadora, Maria de Nazaré, escolhida por 15 votos, agradeceu pela confiança depositada nela e no trabalho que tem feito. Afirmou que sempre foi um sonho trabalhar dentro do presídio e já tinha isso como missão, mas só foi possível dedicar-se à pastoral após os seus filhos estarem adultos e encaminhados. Disse que iria escolher pessoas de confiança para poder ter o apoio necessário ao trabalho e em seguida chamou  Zarete para ser sua tesoureira e Marluce para ser sua vice.

O encerramento da assembleia aconteceu às 11h, com a missa presidida pelo Pe. Bosco.

 



Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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