Cáritas Arquidiocesana promove coletiva de imprensa para apresentar situação de Indígenas Venezuelanos

Nove veículos de comunicação locais estiveram presentes na coletiva de imprensa realizada manhã desta terça-feira, 9, no auditório da Fundação Rio Mar, pela Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus, a pedido da Cáritas Arquidiocesana que sentiu a necessidade de expor a real situação dos Indígenas Venezuelanos, da etnia  Warao, que estão migrando do nordeste da Venezuela para a cidade de Manaus, a procura de melhores condições de sobrevivência e cobrar do poder público que se ponha em prática o plano emergencial apresentado no dia 17 de abril.

A Igreja católica esteve representada pela Irmã Valdiza Carvalho, da Pastoral do Migrante; Marcivânia Rodrigues, da Pastoral Indigenista; e Padre Hudson Ribeiro, da Cáritas Arquidiocesana, visto que estes trabalham diretamente com este público e estão seriamente preocupados com a maneira que estão levando a vida. O Dr. Fernando Soave, promotor do Ministério Público Federal do Amazonas, também esteve presente e expôs o que é possível fazer para que estes sejam acolhidos e tenham uma sobrevivência digna.

O motivo da migração para o Brasil é a crise econômica, além da insuficiência de produtos e alimentos para as famílias. E a situação se agrava com a previsão da chegada de aproximadamente 250 migrantes, com isso, a Igreja de Manaus se preocupa em dar assistência para adultos e crianças e pede junto ao Ministério Público uma resposta para esta problemática.

De acordo com levantamento feito pela Cáritas Arquidiocesana e Pastoral do Migrante, são ao todo 227 indígenas distribuídos em 6 casas alugadas, sendo que 212 estão no Centro de Manaus (69 são homens, 64 mulheres e 79 crianças) e 15 em uma residência no bairro Cidade Nova. Padre Hudson destacou as condições insalubres que estão expostos nos casarões no Centro de Manaus, visto que estes indígenas estão pagando o aluguel diário para estar em condições insalubres e situação das crianças tem piorado muito, assim como das mulheres e dos idosos, tanto que houve dois óbitos

Segundo o promotor do Ministério Público Federal, Dr. Fernando, após o incêndio ocorrido em uma das casas que 40 famílias da etnia Warao moravam mediante pagamento de diária, foi decretado estado de emergência, mas efetivamente não houve medidas concretas, nem por parte do Estado e nem do município.

Agradecemos aos veículos que estiveram presentes nesta coletiva e nos ajudaram no propósito de divulgar a real situação desse grupo de migrantes: TV Cultura do Amazonas, TV Amazonas, TV Em Tempo/SBT, TV A Crítica,  Record News, Jornal A Crítica, G1 Amazonas, Rádio Rio Mar, CBN Amazônia.

Por Rafaella Moura     e     Ana Paula Lourenço

 

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