Arquidiocese de Manaus
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Ordenação Diaconal

Na quinta-feira a festa foi grande e reuniu as comunidades, os familiares, padres, bispos, religiosos, seminaristas, gente de perto e de longe. Todos estavam ali para participar da ordenação diaconal do Humberto, candidato ao presbiterado na Arquidiocese de Manaus. Ele quer ser padre e, com a graça de Deus e ajuda do povo, em breve o será. Antes porém ele será diácono. Trata-se do primeiro grau do sacramento da ordem. O rito é sóbrio e belo. Depois da homilia aquele que vai ser ordenado é interrogado pelo bispo sobre sua disposição em assumir este ministério na Igreja com todas as consequências que isto tem na sua vida pessoal. Duas perguntas são mais empenhativas. A última, que exige obediência ao bispo e a que trata do celibato, que neste momento é assumido publicamente e por toda a vida.

Se segue com o canto da ladainha de todos os santos quando o que vai ser ordenado se prostra. Chega então o momento culminante quando o bispo que preside, e também os outros bispos presentes, impõem as mãos e a seguir reza a oração consacratória. O neo-diácono é então revestido com a estola e a dalmática, que são as vestes litúrgicas que caracterizam o seu serviço. Daí em diante ele servirá na Eucaristia, sobretudo proclamando o Evangelho, poderá assistir casamentos como testemunha qualificada e batizará solenemente como ministro do batismo. Será um pregador oficial da Palavra de Deus e terá como ofício a caridade.

De fato, a primeira vez que se fala em imposição das mãos na vida da Igreja, foi na ocasião da eleição de sete diáconos que foram escolhidos e confirmados pelos apóstolos, para que todas as viúvas da comunidade fossem bem atendidas. O diaconato lembra um princípio importante da vida da Igreja. Todo poder e toda organização devem ter como base e justificativa o serviço ao Povo de Deus. O jovem que foi consagrado se tornou um sinal sacramental daquilo que todo membro da Igreja é, um servidor. Ser servo é consequência do nosso batismo e do nosso Crisma. Já nestes sacramentos o fiel é configurado a Cristo que não veio para ser servido mas para servir.

O diácono pela sua atuação deve lembrar a Igreja aquilo que ela é, servidora da humanidade. Quando os apóstolos pediram ao povo que indicassem diáconos, se justificaram dizendo que assim ficariam mais livres para a Palavra e a oração. O anúncio explicito do Evangelho e o culto litúrgico são fundamentais na vida da Igreja, mas se não forem acompanhados pela caridade e pelo serviço concreto aos pequenos, aos doentes, aos sofredores, serão vazios e opressores. Daí a importância do diaconato. É bonito e reconfortante ver um jovem adulto dar um passo definitivo na doação e na entrega da própria vida.

Só a fé pode levar a isto. Nada neste mundo justifica tal atitude, e só o encontro com o Cristo e o desejo de segui-lo podem explicar tal passo. As pessoas intuem isto e se emocionam. Ao mesmo tempo sabem que sem a sua amizade e apoio o jovem diácono não irá muito longe. De certa forma, a vocação é de todos e é radicalmente comunitária. A alegria e a esperança vividas neste dia foram sinais do Reino que já está entre nós.

MATÉRIA DE D. SÉRGIO EDUARDO CASTRIANI – Arcebispo Metropolitano de Manaus
JORNAL: AMAZONAS EM TEMPO
Data de Publicação: 26.02.2017



Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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