Arquidiocese de Manaus
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Arquidiocese realiza missa em sufrágio dos falecidos no massacre do ano novo

Todos nós acompanhamos horrorizados as notícias sobre o massacre que ocorreu nos presídios de Manaus no primeiro dia do ano, onde cerca de 60 detentos foram terrivelmente assassinados durante uma guerra de facções rivais demonstrando assim, a precariedade do sistema penitenciário de nossa cidade. Diante do ocorrido, a Arquidiocese de Manaus por meio da Pastoral Carcerária, realizou na tarde deste sábado (7/1) uma santa missa em sufrágio dos mortos deste massacre, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sérgio Castriani, contando com a presença de representantes da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), membros da Pastoral Carcerária, religiosos de várias congregações e demais leigos que vieram rezar pela paz no sistema penitenciário

“Queremos olhar o mundo e as pessoas como Jesus. E Jesus olha com misericórdia. Justiça sem misericórdia é vingança, e a vingança nos iguala na violência cometida”, disse Dom Sérgio durante sua homilia, chamando a atenção da sociedade de que não devemos responder violência com violência e sim que precisamos ser luz, a luz que dá esperança e restaura a paz, que cura as feridas da alma e que dá sentido a tanto sofrimento. “Lembramos também das vítimas de toda e qualquer violência, em qualquer parte do mundo. Que esta oração nos converta em pessoas não violentas”, completou o arcebispo.

Para Sônia Cabral, diretora da escola da administração penitenciária, setor pertencente à SEAP, a posição da igreja católica ao realizar uma celebração pelos detentos falecidos foi muito correta. “Não há dúvidas que temos que orar por eles, por essa crueldade que houve. Eles já estavam pagando pelos seus crimes, ninguém pode condená-los pois eles já foram condenados pelos seus delitos, por isso, matar não é a solução, o que precisamos fazer é um trabalho de recuperação perante a sociedade e a Pastoral Carcerária vem somar, junto com todas as igrejas, dando oportunidade de recuperação do ser humano e não ter o pensamento de matar por matar”, disse tem tom de forte emoção.

Outra participante que estava visivelmente emocionada com o momento solene era Marluce da Costa Souza, coordenadora da Pastoral Carcerária, que aproveitou o fim da celebração para dizer algumas palavras de agradecimento e convidar os presentes a fazerem parte desse trabalho voluntário tão importante. “Sabemos o quanto é difícil, ainda mais agora com esse clima de tensão e medo, mas é Deus que nos convoca, que nos chama a ser igreja de saída, que vai ao encontro do necessitado, que evangeliza e vai até àqueles que para a sociedade é lixo, mas nós como igreja fazemos esse trabalho da escuta da necessidade e também visitamos as famílias desses presos. Por isso agradecemos a presença de todos e pedimos de Deus força e coragem”, comentou em meio as lágrimas.

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Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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