Arquidiocese de Manaus
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Filhas de Santana comemoram 150 de fundação com missa na Paróquia Santa Rita

As irmãs de Maria Imaculada, da Congregação Filhas de Santana, celebraram junto com a Paróquia Santa Rita de Cássia, situada à rua Carvalho Leal, Cachoeirinha, o aniversário de 150 anos da fundação do Instituto Filhas de Santana, pela Madre Rosa Gattorno em 1866. Presidiu a celebração o arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani; padre Thiago Alves e frei Rene Regorigo, auxiliados pelo diácono Ricardo Pereira.

Além da comunidade paroquial, estiveram presentes membros do Movimento da Esperança, formado por grupo de leigos que vive o carisma do Instituto que consiste em ser sinal de espera e de dom; ser discípulo (a) de Jesus Servo; colaborar na obra de salvação; estar firmemente apoiados sobre três pilastras: pobreza de coração, doação materna e espírito de família.

 

Sobre a congregação

A história da Congregação das Filhas de Sant’Ana se dá junto à da fundadora, Rosa Maria Benta Gattorno, nascida em  14 de outubro de 1831, em Gênova, na Itália. Ela casou-se aos 21 anos com Jerônimo Custo, mas sofreu precocemente a dor da perda do esposo após seis anos de matrimônio, e, pouco tempo depois, a morte de um dos três filhos que tivera.   Orientada pelo confessor, emitiu de forma privada os votos perpétuos de castidade e obediência, precisamente na Festa da Imaculada Conceição de 1858. Depois, como Terceira Franciscana, professou também o voto de pobreza.

Viveu intimamente unida a Cristo, recebendo a comunhão todos os dias, privilégio que naquele tempo era pouco comum. Em 1862, recebeu o dom dos estigmas ocultos. Diante de Jesus Crucificado, teve a inspiração para fundar uma congregação religiosa: “as Filhas de Sant’Ana”. Porém, ela lutou para não deixar os dois filhos, e só aceitou a responsabilidade de fundadora mediante a ordem do Papa Pio IX, que profetizou: “Teu Instituto, ó Rosa, se estenderá rapidamente como o voo da pomba em todas as partes do mundo”. Assim, iniciou a obra de Deus em Piacenza, no dia 8 de dezembro de 1866, com a primeira vestição, que marcava o início oficial das Filhas de Sant’Ana. Vestiu o hábito religioso em 1867 e tomou o nome de Ana Rosa.

Rosa Gattorno seguiu o Senhor pela estrada do amor generoso. Mesmo diante das humilhações e tribulações, permaneceu firme no caminho da humildade e da penitência, no desejo de construir o Reino de Deus em toda parte. Ela foi enriquecida de particulares dons místicos, como o dom de curar e de perscrutar os corações.

Morreu no dia 6 de maio de 1900, na Casa Geral das Filhas de Sant’Ana, em Roma, sendo aclamada santa por todos que a conheceram. Em 28 de junho de 1998, com a promulgação do decreto sobre a heroicidade das virtudes, o Papa São João Paulo II a declarou como Venerável Serva de Deus Ana Rosa Gattorno.

A chegada da congregação ao Brasil aconteceu no ano de 1884, em Belém do Pará, sendo o segundo país, dos 22 países, fora a Itália, a receber a congregação. Atualmente, as 140 irmãs estão espalhadas pelo país.   Em Manaus, as religiosas do Instituto estão presentes há 129 anos.

 

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Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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