Arquidiocese de Manaus
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Área missionária encerra festejo e realiza homenagem aos tefeenses residentes em Manaus

Na noite do último domingo (2/10), o arcebispo metropolitano de Manaus, Dom Sérgio Castriani, presidiu a celebração de encerramento da Festa do Menino Jesus de Praga, na Área Missionária São Paulo Apóstolo – Setor Padre Pedro Vignola, que coincidiu com a missa em homenagem aos Tefeenses realizada todo ano no mês de outubro. Foi uma missa repleta de emoção dos devotos e marcada pela alegria do reencontro conterrâneos de Tefé que residem na Área Missionária, composta de 10 comunidades.

A santa missa iniciou logo após uma pequena caminhada, onde os fiéis em procissão deram a volta em um dos quarteirões próximo da Av. Curaçao, no bairro Nova Cidade, onde a igreja está localizada. E, dentro da igreja, o que se notou foi um imenso calor humano de pessoas felizes e acolhedoras, vivendo realmente o espírito cristão, participando em todos os momentos da celebração e ansiosos para escutar as palavras do seu pastor. “É uma graça termos aqui mais uma vez o nosso arcebispo, pois para nós Dom Sérgio é um pai na fé e suas palavras são palavras de ordem”, comentou a Ministra da Eucaristia, Iara de Castro, que não escondia alegria.

Em sua homilia, Dom Sérgio fez uma breve explanação sobre as leituras e sobre o Evangelho e iniciou dizendo “o justo viverá pela fé”, onde ressaltou que a fé é sinônimo de esperança e que dias melhores sempre virão. “No meio do sofrimento, da dor, da maldade, o justo nunca perde a esperança, pois é a esperança que nos faz agir e nos faz lutar pelo futuro, esperança é a certeza que a vida vence a morte e nos dá força para mover montanhas, a esperança nos dá força para lutar por um mundo melhor, mais humano, e sobretudo mais cheio de Deus, por isso nunca percam sua fé”, disse o arcebispo.

Depois dessa explanação, Dom Sérgio finalizou deixando uma singela mensagem aos devotos do menino Jesus. “Hoje é dia do padroeiro dessa comunidade, Menino Jesus que é o rosto misericordioso do pai, é a representação do rosto de Deus manifestado em Jesus. Vamos pedir ao Senhor para que essa comunidade seja testemunha diferente, pois como disse o salmo de meditação, se ouvires hoje a voz de Deus, não feche a janela do coração para que a violência, o egoísmo, o ciúme, a maldade não habite nele. E um coração cheio de Deus não se torna endurecido, pois o coração representa o amor, a esperança e a misericórdia, e assim que temos que ser”, afirmou o arcebispo.

Antes do encerramento, houve o rito da colocação do manto e coroação do Menino Jesus, realizado pelas crianças da catequese e coroinhas, um momento muito especial e cheio de simbolismo. “A colocação do Manto Sagrado, vermelho vivo, representa o sangue derramado na cruz pelos nossos pecados e a coroação do Menino Jesus simboliza a realeza e o poder sobre toda Terra”, explicou Luiz Alberto, Ministro da Palavra. Depois foi a vez do padre Isaías, pároco responsável pelas comunidades da área missionária, chamar a frente todas as famílias que no decorrer do novenário receberam a imagem do Menino Jesus em sua casa, para junto com o arcebispo dar a benção para todos.

Participação dos Tefeenses

Um dos momentos mais marcantes e alegres da celebração foi durante a homenagem feita aos tefeenses que residem e atuam nas comunidades da área missionária, que foram convocados para receber as bênçãos perante a imagem do Menino Jesus. Juntos se mostraram um povo sorridente e muito devoto que, de posse da imagem de Santa Teresa D´Ávila, padroeira de Tefé, e com a bandeira na mão, cantaram o hino de sua cidade sendo acompanhados de perto pelo arcebispo e aplaudidos por toda a assembleia.

Segundo, o Pe. Isaías a homenagem aos tefeenses serviu para deixar a celebração do padroeiro ainda mais animada e participativa. “Todo mês de outubro realizamos uma missa para os tefeenses que moram na nossa área missionária com o intuito de homenagear a padroeira deles que se comemorar no dia 15. E esse ano a missa coincidiu com a festa do Menino Jesus de Praga e para nós essa junção é muito boa porque os Tefeenses veem, cantam, oram, participam da procissão e estão sempre presentes”, disse o padre.

Claro que além da homenagem, a celebração também serviu de “ponto de encontro”, onde os tefeenses puderam reencontrar com seus conterrâneos e matar um pouco a saudade da Princesinha do Solimões, como é carinhosamente chamada. “Essa fé, essa motivação e essa alegria do reencontro, é o que move a gente e a igreja nos une e fortalece os laços. Apesar da distância, a igreja nos torna íntimos, sendo irmãos tefeenses no amor, na união e em tudo”, disse Alzira Gadelha, natural da comunidade de Santo Isidoro- Tefé.



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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