Arquidiocese de Manaus
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Emoção e alegria marcam missa de envio de Dom Mário Antônio

 Despedidas nunca são fáceis. É difícil segurar as lágrimas mesmo quando se sabe que aquela pessoa tão querida está indo atender a um chamado, um chamado de Deus a mergulhar em águas mais profundas. Foi assim que aconteceu com Dom Mário Antônio que, após seis anos servindo a Arquidiocese de Manaus como bispo auxiliar, agora se despede com muita emoção, de nossa cidade para assumir um novo rebanho, um rebanho que agora ele vai conduzir exercendo o papel de bispo da Diocese de Roraima.

Porém, antes de assumir a nova missão, a qual toma posse no próximo dia 18, Dom Mário, juntamente com o bispo auxiliar Dom José Albuquerque e o arcebispo de Manaus Dom Sérgio Castriani, presidiu na manhã do último domingo (11/9) a celebração solene de envio, que foi realizada na Catedral Nossa Senhora da Conceição (Igreja da Matriz) com a participação de centenas de fiéis, além de alguns diáconos, padres e membros de congregações religiosas que vieram prestigiar e se despedir do amado bispo que seguirá em uma nova caminhada.

E foi uma missa toda especial, apesar do tom de despedida, desde a procissão de entrada até os ritos finais, foi uma celebração muito alegre e participativa, com vários momentos de fortes emoções, como por exemplo, quando Dom Sérgio leu para Dom Mário a oração de envio e se emocionou ao lembrar de toda a trajetória vivida ao lado do bispo auxiliar. “Meu amigo, meu irmão, agora você se prepara para conhecer um novo povo, uma nova cultura e novos costumes, mas que não chegarás para impor tua vontade e sim para fazer a vontade de Deus como o bom pastor missionário que és”, disse Dom Sérgio em meio a lágrimas.

Outro que se mostrou muito emocionado foi o padre Erivelton Figueiredo, que foi escolhido pelos demais padres para representá-los em suas palavras de agradecimento. “Para mim em particular é um sentimento único, pois foi ele que me ordenou e isso fez nós criarmos um vínculo de amizade muito forte. Na hora eu só quis agradecer por tudo que ele fez por mim e por todos os demais padres. Claro que a gente fica triste com a sua partida, mas não podemos ser egoístas e sabemos que a outra igreja estava sem bispo há muito tempo, por isso fica esse misto de tristeza e alegria, mas a gente sabe que a nossa missão é essa, responder ao chamado de Deus. Tenho certeza que ele vai exercer um bom ministério”, comentou.

E quem não se pronunciou com palavras, agradeceu em forma de canção, como o Padre Manuel de Jesus que compôs uma oração em forma de música para se despedir do bispo. Após os agradecimentos e homenagens, Dom Mário finalizou a celebração de quase duas horas, mas que passou sem ninguém perceber, pois em todos os momentos a assembleia acompanhou atenta, sem nem ao menos piscar e, após a benção final, formaram filas para fazer a tão sonhada foto (e selfie também) junto ao bispo que atendeu a todos de maneira simpática e sorridente, recebendo os votos de boa viagem, boa sorte na missão e é, claro, alguns presentinhos que um ou outro fiel lhe entregava.

Homília e Discurso de despedida

Em sua homilia, Dom Mário deu ênfase às parábolas da misericórdia tiradas do Evangelho de domingo, mas especificamente a da ovelha perdida e do filho pródigo. “Deus quer bem a todos, por isso ele não quer apenas as 99 ovelhas, ele quer as 100. Ele ama a todos sem distinção, sobretudo os que mais necessitam de carinho e atenção. Já na parábola do filho pródigo, ela nos ensina a ser servo da misericórdia de Deus e não ser instigador da raiva. Devemos nos converter a exemplo de Paulo, que passou de perseguidor a perseguido por causa de Jesus Cristo e do seu Evangelho”, disse o bispo.

Aproveitando a oportunidade, Dom Mário finalizou sua homilia com um breve discurso de agradecimento no qual ele salientou o quanto aprendeu com os momentos de convivência com o povo de Deus de Manaus. “Cresci muito na convivência com meus queridos bispos Dom Sérgio e Dom José, estendo minha gratidão a todos os presbíteros, diáconos, seminaristas e vocacionados, aos quais eu agradeço por toda ajuda, assim também todo o carinho e afeto a mim dispensado pelos grupos, movimentos e pastorais, sem esquecer das comunidades ribeirinhas e de beira da estrada que eu tive o prazer de conhecer. A todos vocês no geral, crianças e adultos, homens e mulheres, o meu muito obrigado e que nós possamos viver essa união mesmo com a distância”, comentou.

Dom Mario ainda lembrou que chegou aqui de coração aberto e encontrou muitos corações solidários que foram muito importantes para ajudar na caminhada e na missão. “Deus é fonte de cada encontro e, há exatos seis anos, eu chegava aqui nessa mesma catedral, enviado pelo Papa Bento XVI para assumir a missão de bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Cheguei pedindo apoio e acolhida e me tremia todo. Hoje também estou tremendo, mas para agradecer toda acolhida e todo apoio que recebi e que vou levar com muito carinho nessa nova missão que irei fazer a pedido do Papa Francisco que me nomeou bispo diocesano de Roraima. Deus abençoe a todos que levarei no meu coração”, disse com voz trêmula.

A emoção dos participantes

Seja religioso ou leigo, o sentimento foi unânime em todos que estiveram presentes na celebração, um misto de alegria e tristeza, que deixava o coração apertado com a partida, mas ao mesmo tempo felizes com a nova jornada do pastor. “Foi uma celebração onde tivemos muitas homenagens a um grande pastor e um grande pai como foi Dom Mário para nós. A gente fica alegre porque é a continuação da missão dele e que bom que aqui ao “lado”, aqui perto e poderemos sempre visitá-lo”, comentou Franklin Silva, membro da Pastoral do Turismo (Pastur).

Para Cristiana Jagger, integrante do apostolado da oração da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, Dom Mário vai deixar saudade pelo carisma que tinha com todos, da criança ao ancião. “Ele é uma pessoa muito humilde, foi um enviado de Deus que deixou sua marca em Manaus e com certeza sentiremos muita falta desse amigo que será sempre muito querido e lembrado pela atenção que dava a todos que o procuravam, ele é um pastor especial”, finalizou em tom emocionado.

“Dom Mário se tornou aquele irmão querido, aquele irmão que reza junto e ajuda a carregar a cruz, um elo com os leigos e com os irmãos que mais necessitam. E hoje, nessa última celebração pública presidida por esse jovem bispo, estamos aqui para rezar e desejar para que ele encontre em Roraima, corações receptivos, que o respeitem e que o acolha como esse irmão querido, que assim a Igreja de Roraima só vai ter a ganhar”, disse o diácono Luís Paiva.

Segundo o Pe. Raimundo Vanthuy, diretor executivo do Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior da Amazônia (Itepes), o povo de Roraima já está na expectativa da chegada do novo bispo. “Dom Mário é um novo irmão que vai chegar, para abrir novos horizontes, caminhar junto e para servir a igreja de Roraima que já está numa alegria muito grande, pois é um presente de Deus que continua a enviar pastores para cuidar do seu rebanho. Tenho certeza que experiência vivida por Dom Mário aqui em Manaus o capacitou para assumir essa nova missão”, concluiu o padre que é natural de Roraima.

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Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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